O burocrata André Franco Montoro Filho (foto) afirma no Estadão que a “Sonegação de impostos no Brasil equivale a 30% do PIB”. Confundindo a metodologia das ciências físicas, com as das ciências sociais, afirma que: ”Se o País acabasse com a sonegação, diz Montoro Filho, a carga tributária poderia subir de 35% para 50% do PIB.” O André Montoro precisa aprender ciência econômica. O método da economia é o praxiológico (axioma da ação). É o Homem em ação. Os indivíduos economizam, deixam de trabalhar, de investir, administrar, quando o governo lhes criam custos. Se com uma alíquota média de 30%, por exemplo, o governo tem uma receita de 100 unidades monetárias, com uma alíquota de 60% a receita não aumentará para 200 unidades monetárias. Ao contrário, a receita tenderá a ser menor do que com a de 30% e com conseqüências desastrosas para a economia. As pessoas vão abandonar suas fábricas, seus negócios, seus afazeres. O resultado disso será o desemprego e a miséria para todos. Se o nobre burocrata quiser, de fato, aumentar a receita tributária estatal e reduzir a sonegação, ele tem que ir pelo oposto do pretendido: reduzir as alíquotas médias dos tributos. A receita estatal aumentará pelo aumento da atividade econômica pois todos tenderão a pagar.
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